quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Com saúde se brinca assim?

As pessoas nunca param para pensar nas coisas mais corriqueiras da vida, só pensam quando passam pela situação. Comigo, não poderia ser diferente. E a situação que este blog irá tratar hoje é o tratamento de saúde.
Bem, primeiramente, o Brasil é um dos poucos países (talvez por se tratar de um país em desenvolvimento) que não trata a saúde de forma preventiva. Ou seja, vamos ao médico só quando estamos doentes. E, talvez daí que vem o fato que me deixou revoltada!
Para quem não sabe, peguei uma amigdalite aguda e tive febre alta. E, como toda brasileira, fui ao médico para tratar uma doença já instalada ( e não tentar preveni-la, já que sofro de amigdalite eternamente). O médico me examinou e confirmou o que eu já sabia. Na hora de me passar a prescrição: 3 remédios. OK!
Fui à farmácia e me assustei!!!!!!! 150 reais!!! Eu sempre tive amigdalite e sempre comprei remédios por no máximo 20 ou 30 reais na mesma farmácia. Pedi os genéricos e mesmo assim ficou além do que era acostumada a pagar. Falei ao farmacêutico: “Sempre comprei remédios aqui e nunca paguei tão caro? Isso é uma máfia, não?” Não esperava a resposta dele de tal forma como foi: “Bem, os representantes de laboratórios vão aos consultórios e fazem convênios com os médicos para esses receitarem seus remédios”

Fiquei pasma! Será que até com a saúde o capitalismo brinca assim?

3 comentários:

  1. É, por essa eu não esperava! Receitam o remédio da parceria e n o realmente eficaz! Deprimente

    ResponderExcluir
  2. O remédio (creio eu, até pq ta fazendo efeito) é eficiente. Mas foi o mais caro. Com certeza existem outros remedios de outros labroatórios para tratar amigdalite, mas não tão caros assim!

    ResponderExcluir
  3. esse é um tema complexo, e envolve uma série de variáveis.
    isso que esse "farmacêutico" falou PODE até ser verdade, mas não é regra.
    a situação é, na realidade brasileira, você é obrigado a não prescrever o melhor tratamento por motivos de custo, tanto no meio publico quanto no privado, pois no publico você não tem opção e no privado você é obrigado a classificar o paciente dentro de um padrão social pra poder saber se essa ou aquela droga vai ser comprada ou não.
    eu sou a favor do melhor, penso "se fosse em mim, o que eu faria?".
    a medicina no brasil sofre com todo esse controle de custos, existem drogas que em analise comparativa são muito mais eficazes, com menos efeitos colaterais, menor toxicidade e menor taxa de falha terapêutica, que tem seu uso dificultado, pelo custo. Drogas como fenoldopam, tirofiban, omalizumab, alteplase, levosimedan, entre outras, que ficam restritas a uma minoria, recebendo o melhor tratamento possível, enquanto as outras pessoas ficam sujeitas a medicina de 10/20 anos atrás.

    claro. não quero justificar o caso, até porque, não sei que drogas foram prescritas, e duvido que eu entraria em acordo, concordo que o preço está acima do que deveria.
    porem, a situação da medicina privada é a seguinte: drogas baratas e resolução do quadro o mais rápido possível, pois senão o paciente procura outro médico. sendo um binômio quase impraticável, pois, indo contra alguns anciões de medicina, droga boa dificilmente é a droga mais barata, o que tem de ser feito é analisar o caso especifico e ver a necessidade de usar uma terapêutica mais ou menos agressiva.

    desculpe o desabafo, mas encaro quase todos os dias a vontade de trabalhar com drogas de ponta e me ver restrito a limites de custo.
    por exemplo, existe Cipro® e Ciprofloxacina (ciprofloxacino/ciprofloxacin, tudo a mesma coisa), um é "de marca" e o outro é genérico, o de marca custa 5x o preço do genérico, se eu puder pagar, eu compro o Cipro®, pela confiança. assim como existem carros europeus e carros chineses, os dois tem rodas e te levam aonde você quiser, mas se eu puder pagar por um carro europeu, melhor, o risco de ter problemas é menor.

    Adriano Soledade

    ResponderExcluir