Temos de pensar em algo muito importante para a nossa sociedade: A população está envelhecendo. E junto com esse pensamento, devemos refletir sobre como tratamos nossos idosos.
Hoje, estava voltando para casa de ônibus (segundo ônibus que eu pego), e vi uma cena que me deixou muito irritada. Como eu peguei o ônibus muito longe do seu ponto final, esse já estava lotado, logo, fiquei na parte da frente do transporte. Quando meu ônibus estava quase chegando ao meu destino, fui à porta de saída. Deparei-me com uma cena muito revoltante: um senhor (aproximadamente 77-80 anos) sentado no chão próximo as escadas do ônibus com duas sacolas de supermercado. Olhei para o banco destinado a ele: Ocupado por uma dona da idade de minha mãe (40epoucos anos) e também por um rapaz da minha idade – ambos DORMINDO!!!
Essa cena me revoltou tanto, que não pude evitar. Vi que a dona tinha acordado e falei: "Senhora, olhe esta cena! A senhora poderia ceder o lugar que a senhora está sentada – que é preferencial a idosos, gestantes, portadores de deficiência – para este senhor que está sentado no chão?" A senhora olhou para a mim como se eu estivesse fazendo uma heresia. Repeti: "A senhora não poderia?" Ela continuou com a cara feia para mim. O moço acordou e viu toda a situação. E cedeu o lugar para o senhor.
O Senhor, que de inicio, pediu para não fazer isso, agradeceu e foi ao seu acento.
A Dona continuou sentada com cara feia para mim. Meu ponto chegou, desci. Revoltada.
Perguntei-me o tempo todo: Será que se ela visse a mesma cena, só que seu pai na situação deste idoso, ela iria fazer tamanha cara feia?
Bem, um dia, com o avanço atual e futuro da medicina, estaremos na idade deste velhinho – ou até mais velhos, porque não? E será que vamos gostar de sentar no chão, sabendo que - por direito - temos um acento destinado a nós?
Sociedade suja esta nossa. Muitas coisas para mudar. Muitas!