Recebi um e-mail que continha um texto supostamente escrito por LF Verissimo discursando (contra, claro!) o programa global BBB – Big Brother Brasil.
Concordo (quase) plenamente com esse texto. A não ser pelo comentário preconceituoso em relação a homossexuais (que depois o autor tenta desfazer... de forma muito confusa - o que, de fato, me traz dúvidas que o texto é de autoria de L.F Veríssimo mesmo).
BBB é um sintoma da doente sociedade machista-patriarcal-desprovida-de-valores em que vivemos. Valoriza-se a falta de moral e ignorância de seu povo. Onde bundas, peitos, pernas saradas, peitorais, braços musculosos e etc. fazem mais sucesso do que uma discussão construtiva do que se pode fazer para melhorar a situação em que estamos. Lamentável? Claro. Mas de fato somos nós que alimentamos isso tudo no nosso dia-a-dia. Não é só assistindo ao BBB que colabora para o culto de pessoas acéfalas, porém de bela casca - na verdade, o BBB é a ponta do Iceberg - assistir, na verdade, é o de menos.
Hoje, na praia, eu vi uma cena que me fez rir- para não chorar: Oito mulheres acéfalas (nem eram tão gatas assim) de biquíni amarelo da Skol, batendo palma gritando: “SKOL! SKOL!”. E, juntos, dois ambulantes vendendo a terrível cerveja na praia... Enfim... se um homem acéfalo comprasse uma SKOL; TODASSSS elas gritavam e batiam palmas - para seus seios pularem; umas rebolavam... Bem... Pergunto: Algum homem comprava mesmo por causa da SKOL? (Eu amo cerveja e sei que SKOL não é lá estas coisas... vai!)
Isso é ou não é dar valor ao que prega a “cultura BBB” no dia-a-dia? O BBB é a constatação! Só! A preocupação é outra!
Existe um grande interesse (em todos os sentidos) em manter esse tipo de programa, em manter uma população ignorante com homens e mulheres acéfalos, em desvalorizar o ensino, o que de fato importa.
De fato, já entenderam qual interesse de que estamos falando...