As pessoas nunca param para pensar nas coisas mais corriqueiras da vida, só pensam quando passam pela situação. Comigo, não poderia ser diferente. E a situação que este blog irá tratar hoje é o tratamento de saúde.
Bem, primeiramente, o Brasil é um dos poucos países (talvez por se tratar de um país em desenvolvimento) que não trata a saúde de forma preventiva. Ou seja, vamos ao médico só quando estamos doentes. E, talvez daí que vem o fato que me deixou revoltada!
Para quem não sabe, peguei uma amigdalite aguda e tive febre alta. E, como toda brasileira, fui ao médico para tratar uma doença já instalada ( e não tentar preveni-la, já que sofro de amigdalite eternamente). O médico me examinou e confirmou o que eu já sabia. Na hora de me passar a prescrição: 3 remédios. OK!
Fui à farmácia e me assustei!!!!!!! 150 reais!!! Eu sempre tive amigdalite e sempre comprei remédios por no máximo 20 ou 30 reais na mesma farmácia. Pedi os genéricos e mesmo assim ficou além do que era acostumada a pagar. Falei ao farmacêutico: “Sempre comprei remédios aqui e nunca paguei tão caro? Isso é uma máfia, não?” Não esperava a resposta dele de tal forma como foi: “Bem, os representantes de laboratórios vão aos consultórios e fazem convênios com os médicos para esses receitarem seus remédios”
Fiquei pasma! Será que até com a saúde o capitalismo brinca assim?
É, por essa eu não esperava! Receitam o remédio da parceria e n o realmente eficaz! Deprimente
ResponderExcluirO remédio (creio eu, até pq ta fazendo efeito) é eficiente. Mas foi o mais caro. Com certeza existem outros remedios de outros labroatórios para tratar amigdalite, mas não tão caros assim!
ResponderExcluiresse é um tema complexo, e envolve uma série de variáveis.
ResponderExcluirisso que esse "farmacêutico" falou PODE até ser verdade, mas não é regra.
a situação é, na realidade brasileira, você é obrigado a não prescrever o melhor tratamento por motivos de custo, tanto no meio publico quanto no privado, pois no publico você não tem opção e no privado você é obrigado a classificar o paciente dentro de um padrão social pra poder saber se essa ou aquela droga vai ser comprada ou não.
eu sou a favor do melhor, penso "se fosse em mim, o que eu faria?".
a medicina no brasil sofre com todo esse controle de custos, existem drogas que em analise comparativa são muito mais eficazes, com menos efeitos colaterais, menor toxicidade e menor taxa de falha terapêutica, que tem seu uso dificultado, pelo custo. Drogas como fenoldopam, tirofiban, omalizumab, alteplase, levosimedan, entre outras, que ficam restritas a uma minoria, recebendo o melhor tratamento possível, enquanto as outras pessoas ficam sujeitas a medicina de 10/20 anos atrás.
claro. não quero justificar o caso, até porque, não sei que drogas foram prescritas, e duvido que eu entraria em acordo, concordo que o preço está acima do que deveria.
porem, a situação da medicina privada é a seguinte: drogas baratas e resolução do quadro o mais rápido possível, pois senão o paciente procura outro médico. sendo um binômio quase impraticável, pois, indo contra alguns anciões de medicina, droga boa dificilmente é a droga mais barata, o que tem de ser feito é analisar o caso especifico e ver a necessidade de usar uma terapêutica mais ou menos agressiva.
desculpe o desabafo, mas encaro quase todos os dias a vontade de trabalhar com drogas de ponta e me ver restrito a limites de custo.
por exemplo, existe Cipro® e Ciprofloxacina (ciprofloxacino/ciprofloxacin, tudo a mesma coisa), um é "de marca" e o outro é genérico, o de marca custa 5x o preço do genérico, se eu puder pagar, eu compro o Cipro®, pela confiança. assim como existem carros europeus e carros chineses, os dois tem rodas e te levam aonde você quiser, mas se eu puder pagar por um carro europeu, melhor, o risco de ter problemas é menor.
Adriano Soledade