Certo dia, estava na sala de minha casa. Minha mãe chega a mim e diz: “Filha, você não sabe quem morreu!”. Assustada, levanto-me do sofá “Mãe! Quem?” Ela responde ainda assustada: “O Fulano, do 306”. Puxa. Senti-me o pior dos seres naquele momento. Não me lembrava do fulano-do-306 por nada neste mundo! Ok, não sou lá tão popular assim no meu prédio, mas lembro-me das pessoas... e nossa! Como pode?? O tal homem morreu e nem de seu rosto me recordava? Nem ao menos o que fazia...
Alguns minutos depois, me recordei das feições do falecido. Acompanhado às feições, me veio à cabeça sua postura cabisbaixa com sua pasta embaixo do braço, como se fosse para o trabalho condenado à forca. Sua face me parecia sempre muito cansada e triste. Como se ele já estivesse... morto. Sim! Morto!
De repente, a culpa de antes se foi como mágica. Pois, como iria lembrar-me do rosto do tal-fulano-do-306, já que se tratava de um morto que viveu a vida morto?? Não acham?
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